Membros do Comando Nacional das Bancárias e Bancários divulgaram, nesta sexta-feira (23), manifesto com 13 motivos para não reeleger Bolsonaro. “O governo do atual presidente promove ataques continuados aos direitos dos trabalhadores, ao patrimônio público, às instituições e à soberania nacional, com claro viés antidemocrático”, pontuam na carta.

No documento, observam ainda que, em consonância com debates realizados com trabalhadores do setor, declaram “apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva”, por seu “compromisso com os mais pobres, a erradicação da fome, a defesa da democracia, a geração de emprego, a prioridade na atenção à saúde […], mais investimentos em educação”, e outros pontos sociais e econômicos.

A seguir, leia a íntegra do manifesto:

Manifesto dos Membros
do Comando Nacional
dos Bancários e Bancárias

As militantes e os militantes membros do Comando Nacional dos Bancários e Bancárias, em consonância com debates realizados pelos trabalhadores do setor, vêm dialogar com a categoria sobre as eleições de 2022 e suas consequências para o Brasil.

Trata-se da eleição mais importante de nossas vidas, na qual os fundamentos de cidadania e de democracia estão no centro do debate. Esta eleição será definida entre Lula e Bolsonaro, que propõem projetos completamente distintos.

O governo do atual presidente promove ataques continuados aos direitos dos trabalhadores, ao patrimônio público, às instituições e à soberania nacional, com claro viés antidemocrático.

Por isso, apresentamos, a seguir, motivos que justificam a mudança na condução do país, com 13 pontos que simbolizam as mazelas do governo Bolsonaro e, com isso, manifestamos nosso posicionamento em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente da República.

Também ressaltamos a importância da eleição de parlamentares para a Câmara dos Deputados, ao Senado e às Assembleias Legislativas comprometidos com a democracia e que defendam a pauta da classe trabalhadora.


13 Motivos para não reeleger Bolsonaro:
1.        A não correção da tabela do Imposto de Renda, que, no governo Bolsonaro, acumula defasagem de 24,49%, corroendo substancialmente os ganhos e tirando 47 bilhões do bolso dos trabalhadores;

2.        A privatização de 36% das estatais controladas pela União, algumas em setores estratégicos, como a Eletrobrás e subsidiárias da Petrobras;

3.        O descaso na gestão da pandemia, com uma política genocida que causou 685 mil mortes, 10,5% do total de vítimas da covid 19 em todo o mundo;

4.        A cesta básica aumentou 71% e, desde o início do governo Bolsonaro, seu valor passou de R$ 439,20 para R$ 749,78;

5.        Em 2022, apenas 16,8% das negociações salariais no Brasil obtiveram reajuste acima da inflação;

6.        O preço da gasolina encareceu 32%, o óleo diesel subiu 117% e o gás de cozinha ficou 60,7% mais caro;

7.        O aumento do desemprego, que chega a quase 10 milhões de pessoas, do subemprego e da informalidade, além de diversas medidas provisórias para a retirada de direitos dos trabalhadores;

8.        A inflação voltou a ultrapassar dois dígitos, ficando por vários meses acima de 10%;

9.        O salário mínimo com menor valor real e o rendimento médio dos trabalhadores com queda de 14% desde o início do governo Bolsonaro;

10.      O endividamento atinge 79% das famílias, e 29,6% delas estão inadimplentes;

11.      São 33,1 milhões de pessoas no Brasil que não têm o que comer e 58,7% da população que convivem com insegurança alimentar – leve, moderada ou grave (fome);

12.      O número de famílias em situação de extrema pobreza, com renda per capita mensal de R$ 105, chegou a 17,5 milhões em 2022, um salto de 11,8%;

13.      Aumento de 20% no desmatamento da Amazônia no último ano: mais de 13 mil km², o maior já registrado desde 2006; o Pantanal foi o bioma que mais sofreu com as queimadas, com registro de 22.119 focos, crescimento de 120% em 2022.

A candidatura de Lula à Presidência da República representa o compromisso com os mais pobres, a erradicação da fome, a defesa da democracia, a geração de emprego, a prioridade na atenção à saúde, a correção da tabela do Imposto de Renda, igualdade e desenvolvimento regional, a preservação ambiental, a soberania nacional, a defesa das empresas públicas e estatais, o combate à violência contra as mulheres, o respeito à diversidade, mais investimentos em educação, cultura, ciência e tecnologia, entre tantos outros temas.

Por isso, conclamamos que todas e todos se envolvam nesta reta final da campanha, dialogando com colegas de trabalho, familiares e todas e todos que estão dispostos a fazer do Brasil um país justo e democrático.

Membros do Comando Nacional dos Bancários.



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